Frase do dia, da semana...

Tanto para o menor como para o maior, há alguma coisa que só se pode realizar uma vez; e nesse feito o coração repousará (Fëanor, no Circulo de Julgamento, O Silmarillion)

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domingo, 6 de maio de 2012

Foto memorável

Visão impressionante! Foto tirada pelos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, em 28 de março de 2012.



Tirada a mais de 400km de altitude, a foto mostra as luzes de cidades da  Irlanda e do Reino Unido e, ao fundo, à esquerda a Aurora Boreal e à direita o nascer do Sol.
Fantástico!

Foto: NASA

terça-feira, 29 de março de 2011

Stardust em seus últimos suspiros


O que você estava fazendo às 08:33h do dia 24 de março de 2011? Deixe eu ver... eu estava tentando não chegar mais atrasada no trabalho.
Enquanto isso...
A sonda Stardust, da NASA, dava seus últimos suspiros (leia-se enviava sua última transmissão para a Terra).
Lançada em 1999, tinha a missão de dar olhadelas em cometas, especialmente o Wild 2 e o asteróide AnneFrank. Mas chegou perto do Tempel 1 , nas "vizinhas" de Júpiter, dia 14 de fevereiro.
Além de ser um paparazzi de cometas, a sonda também foi utilizada para se estudar o gasto de combustível. Nas palavras do gerente do projeto, Tim Larson, do Jet Propulsion Laboratory:

O pessoal da missão irá comparar a quantidade de combustível consumido com o montante que havia previsto e criar um modelo de consumo de combustível. Os modelos de consumo de combustível são necessários porque ninguém inventou um medidor de combustível confiável para uma nave quando esta estiver no ambiente de imponderabilidade de um vôo espacial. Até este dia chegar, os planejadores poderão utilizar o histórico do vôo da Stardust, no que se refere ao consumo de combustível e quantas e por quanto tempo os motores foram acionados.


E no dia 24, esse caçador de cometas ... faleceu.

A notícia (sniff... ou melhor, obituário) está no site da NASA.


Aqui fica minha homenagem à Stardust-Next, nas palavras de David Bowie:


Space Oddity

David Bowie

Ground control to Major Tom
Ground control to Major Tom
Take your protein pills and put your helmet on

Ground control to Major Tom
(10, 9, 8, 7)
Commencing countdown, engines on
(6, 5, 4, 3)
Check ignition, and may God's love be with you
(2, 1, liftoff)

This is ground control to Major Tom,
You've really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear
Now it's time to leave the capsule if you dare

This is Major Tom to ground control
I'm stepping through the door
And I'm floating in the most peculiar way
And the stars look very different today

For here am I sitting in a tin can
Far above the world
Planet Earth is blue, and there's nothing I can do

Though I'm past 100,000 miles
I'm feeling very still
And I think my spaceship knows which way to go
Tell my wife I love her very much, she knows

Ground control to Major Tom,
Your circuit's dead, there's something wrong
Can you hear me Major Tom?
Can you hear me Major Tom?
Can you hear me Major Tom?
Can you...

Here am I floating round my tin can
Far above the moon
Planet Earth is blue, and there's nothing I can do....



Programa Espacial brasileiro... novas fronteiras


Pois é!
Cada vez que a gente vasculha a vinda de Barack Obama ao Brasil, descobre mais coisas.

Ao que tudo indica, a nossa presidenta Dilma deu um passo a mais e pode ter criado as chances de uma cooperação maior (seria melhor dizer "real cooperação"... e não maior?) entre os Estados Unidos e o Brasil nas pesquisas espaciais.

Todo mundo sabe que os EUA tem um olho grande para nossa Base de Alcântara (foto), mas não pode utilizar no passado, pois.... vejam só... não incluíam técnicos brasileiros nos projetos e lançamentos. Ou seja, chegavam na nossa casa e diziam que não podíamos entrar.
Obama parece ter um outro entendimento, felizmente.
Soma-se a isso as declarações de Dilma: ela anunciou, no último dia 22, que ira destinar investimentos ao nosso programa espacial.

Se Obama topar a cooperação, o Brasil ruma para o futuro.

É claro que, de imediato, pensa-se em satélites de comunicação. Mas, eu, nerd como sou, já penso em.... o Brasil indo aonde jamais esteve.

domingo, 13 de março de 2011

Galáxia recebe o nome de "Olho de Sauron"



A NGC 4151 está localizada a cerca de 43 milhões de anos-luz da Terra e se enquadra entre as galáxias jovens que possui um buraco negro em intensa atividade. Mas ela não é só lembrada por esses quesitos. A NGC 4151 é conhecida por astrônomos como o "olho de Sauron", uma referência ao vilão do filme "O Senhor dos Anéis".


Por estar relativamente próxima da Terra, a NGC 4151 fornece pistas sobre a interação mantida entre um buraco negro em atividade e os gases que o rodeiam.

O que parece ser a pupila é o centro da galáxia, que contém hidrogênio atômico ionizado e de onde surgem as estrelas --equivalente a um "berçário" espacial.

Ao redor, em vermelho, notam-se nuvens formadas por hidrogênio neutro e partículas que são atraídas do espaço. Já os pontos amarelos representam regiões onde ocorreram recente atividade de formação de estrelas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Vida Extraterrestre?

"Vida, Jim, mas não como a conhecemos" - a famosa frase de Mr. Spock de Star Trek bem poderia descrever o que os cientistas pensam ter encontrado na superfície de Titã, a maior lua de Saturno. A nave Cassini, que orbita o planeta dos anéis desde 2004, detectou provas importantes que são compatíveis com a existência de formas exóticas de vida baseadas em metano.

Emdois artigos recentemente publicados, os cientistas revelam duas descobertas feitas pela Cassini , que investiga a actividade química à superfície de Titã. A primeira é que há moléculas de hidrogénio, criadas na alta atmosfera, que fluem em direcção ao chão e parecem desaparecer, como se algo as estivesse a consumir. A segunda é que não se encontra o composto químico acetileno nas quantidades que seriam de esperar à superfície.
O interesse destas duas conclusões é que já anteriormente tinham sido sugeridos modelos para formas de vida microscópicas, baseadas em metano, cujo "alimento" natural seria o acetileno. E o aparente consumo de hidrogénio é ainda mais revelador, já que, de acordo com o mesmo modelo, seria precisamente este o gás "respirado" pelos eventuais habitantes de Titã - tal como na Terra respiramos oxigénio e vivemos à base de água. Assim, uma descoberta destas teria ainda o impacto de demonstrar que é possível a existência de formas alternativas de vida, com uma química diferente daquela que conhecemos.

Titã tem vindo a atrair a atenção dos investigadores pelas invulgares condições que reúne, de entre os nossos vizinhos do Sistema Solar. É a única lua conhecida que possui uma atmosfera propriamente dita, e o único objecto celeste (além da Terra) em que se sabe existirem "mares" - grandes concentrações de matéria em estado líquido na superfície. Em 2004 a missão Cassini-Huygens descobriu lagos de hidrocarbonetos (moléculas à base de carbono e hidrogénio) nas regiões polares. A superfície do satélite é suave - ao contrário da da Lua, cravejada de crateras - e até parecida com a da Terra, moldada por ventos, chuvas e tempestades de metano. Por estes motivos, tem sido frequentemente apontado como um dos locais mais prováveis para encontrarmos os primeiros sinais de vida extraterrestre.

A missão Cassini-Huygens é um projecto conjunto da NASA (que construiu a nave orbital Cassini), da Agência Espacial Europeia (responsável pela sonda Huygens) e da Agência Espacial Italiana, dedicada ao estudo de Saturno e dos seus satélites. Lançada em 1997, chegou a Saturno sete anos mais tarde. A missão estava prevista terminar em 2008, mas a NASA decidiu prolongá-la, e espera-se agora que se mantenha activa até 2017.
Os dois fenómenos agora observados ainda não têm explicação. As observações continuarão, de forma a se poderem eliminar outros tipos de reacções ainda não conhecidas, de origem não-biológica. Mas entre a comunidade de astrobiólogos - que investigam a origem, evolução e possibilidade de vida noutros mundos - o entusiasmo é indisfarçável.

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/primeiros-sinais-de-vida-extraterrestre=f587048

quinta-feira, 27 de maio de 2010

É de emocionar!


A Agência Espacial Americana, NASA, divulgou a imagem das nebulosas Coração e Alma captada pelo explorador com telescópios em infravermelho Wide (field Infrared Survey Explorer). A imagem cobre uma área do céu 10 vezes maior que a Lua cheia e está localizada a cerca de 6 mil anos-luz da Terra.
As nebulosas Coração e Alma formam um vasto complexo de formação estelar que faz parte do braço espiral da constelação de Perseu, na nossa Via Láctea. A nebulosa à esquerda da imagem é o Coração, catalogado como IC 1805 e batizado por sua semelhança com um coração humano. À direita está a nebulosa da Alma, também conhecida como a nebulosa embrionária, IC 1848 ou W5.
O braço de Perseus fica mais longe do centro da Via Láctea do que o grupo que contém o nosso Sol. O local onde estão as nebulosas Coração e Alma estendem-se por 580 anos-luz de diâmetro, cobrindo uma pequena parcela do diâmetro da Via Láctea, que é cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro.
As nebulosas são duas fábricas de grandes estrelas, marcadas por bolhas fundidas na poeira por radiação e ventos das estrelas. A imagem infravermelha proporcionada pelo Wise permite ver as fendas envoltas em nuvens onde o gás e a poeira estão apenas começando a formar novas estrelas. Essas estrelas têm apenas alguns milhões de anos, ou seja, são jovens em comparação com estrelas como o nosso Sol que tem cerca de 5 bilhões de anos.
Também visível na parte inferior da imagem estão duas galáxias, a Maffei 1 e a Maffei 2. Ambas as galáxias contêm bilhões de estrelas e, com cerca de 10 milhões de anos-luz de distância, estão fora da nossa Via Láctea. A Maffei 1 é vista como um objeto azulado elíptico e a Maffei 2 é a galáxia espiral.
Todos os quatro detectores de infravermelho a bordo Wise foram usados para fazer esta imagem. Cada cor representa um comprimento de onda diferente. O azul e o turquesa representam a luz infravermelha em comprimentos de onda de 3,4 e 4,6 mícrons, que é dominado pela luz das estrelas. Verde e vermelho representam a luz aos 12 e 22 mícrons, que é principalmente emitido por poeira quente.






[fonte: Terra - foto: NASA]


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sexta-feira, 30 de abril de 2010

James Cameron ajuda Nasa a criar câmera 3D para Marte

O diretor de Avatar, James Cameron está ajudando a construir uma câmera 3D em alta resolução para a próxima sonda da Nasa que será enviada a Marte, a Curiosity, programada para ser lançada em 2011.
O Laboratório de Propulsão a Jato de Pasadena já havia planejado montar uma câmera 3D para a Curiosity em 2007, mas desistiu porque já havia estourado o orçamento da missão e ela estava atrasada.
Contudo, com a insistência de Cameron durante um encontro em janeiro, a Nasa aprovou a mudança e disse que ela ia ajudar a "conectar" o público à missão. A câmera está sendo produzida pela empresa Malin Space Science Systems, em San Diego, com a participação de Cameron.

Fonte: Terra
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aniversário do HUBBLE


Desde de 1990, nós somos capazes de ver imagens magníficas do espaço. Graças ao telescópio orbital HUBBLE.
Hubble foi concebido por uma idéia do astrofísico americano Lyman Spitzer, mas nasceu mesmo em 24 de abril de 1990, quando foi lançado.
Em outras palavras...........
............... HOJE O HUBBLE FAZ 20 ANINHOS

e como a NASA anunciou que o projeto continua com certeza até 2013, ainda veremos muita coisa boa.

O site Terra disponibilizou uma linha do tempo muito interessante, desde 1940 até hoje.

quinta-feira, 25 de março de 2010

a estratosfera é linda


[retirado do Terra]


Um britânico conseguiu captar imagens impressionantes da Terra com um equipamento muito mais simples e barato do que os milhões que a Nasa, agência espacial americana, ou a ESA, agência espacial europeia, gastam para fotografá-la. Robert Harrison utilizou uma câmera digital comum protegida em uma caixa e acoplada a um balão de hélio que subiu mais de 35 km no céu, na altura da estratosfera, a segunda camada da atmosfera. As informações são do jornal britânico Daily Mail.
A engenhoca de Harrison chamou tanto a atenção que até mesmo a Nasa tentou contato com o cientista para saber mais sobre a tecnologia. Ele utilizou um GPS de monitoramento por satélite, semelhante aos utilizados por carros, e um transmissor de rádio ligado para o instrumento ser detectado quando retornasse ao solo com o para-quedas.
Simples e eficiente, o equipamento também é relativamente barato: custou cerca de 500 euros. Antes do lançamento, a câmera é conectada a um pequeno computador programado para acionar uma foto a cada cinco minutos. Depois, a máquina recebe uma camada de material isolante e, em seguida, é fechada em uma caixa de poliestireno.
Quando o balão atinge 35 km, e o hélio em seu interior se esvai pela baixa pressão atmosférica, uma espécie de mini para-quedas abre automaticamente. O equipamento foi recuperado a 80 km do local onde Harrisson estava.